Eu queria assinar embaixo das linhas do Cláudio Rúbio, Circulando:
Todos podem ter blogs; poucos sabem escrevê-los.
Da mesma maneira, todos podem visitar blogs; poucos são capazes de lê-los. E, mesmo entre o reduzido número dos que os lêem, há um universo dos que não os compreendem.
Tudo é mais que uma questão de ortografia: é da formação da racionalidade que se trata.
Bilhetinhos mal escritos em papel de pão ou na web têm tanto valor literário quanto um Roberto Jefferson no Congresso.
O internetês é a manifestação do direito do indivíduo à preguiça e à multiplicação dos maus modos por toda parte, inclusive no espaço virtual. Mais ou menos como o vício de coçar o saco.
Aceitar o "internetês" como linguagem é tão esquisito quanto conceber um mundo só de Michael Jacksons - problemáticos e mutilados por opção.
Quem escreve como se vomitasse, com tanto desrespeito ao leitor quanto pela Língua, caminha no sentido contrário ao da evolução do homem, rumo ao elo perdido, quando o animal que se parecia com um homem ainda não pensava.
Escrever "vc naum eh neim um poko legalz" não faz de um asno um James Joyce, nem um Guimarães Rosa.
12 Jun 2005 13:33 by claudinho
12 Jun 2005 13:33 by claudinho
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